Enquanto houver vida viverei – Julio Emílio Braz

Literatura nacional

O livro

Enquanto houver vida viverei somente pelo título já demonstra sua intenção. É uma história do autor Júlio Emílio Braz, caracterizada como literatura infanto-juvenil e publicado pela FDT em 1992 (2 ª edição) contendo um pouco mais de 60 páginas e incluindo um “roteiro de leitura” com algumas perguntas sobre a história.

Sobre a obra

A história é sobre um garoto que aos 18 anos, enquanto fazia uma corrida de moto pela cidade, sofre um acidente e precisa de uma transfusão de sangue no hospital por conta da gravidade do acidente. Dois anos depois, Tinho – nome dado pelo autor ao personagem (e narrador) – descobre que durante a transfusão de sangue, recebeu um sangue contaminado com o vírus HIV.

A partir de então, a história realmente começa, mostrando todo o drama que envolve a doença, assim como o preconceito com os aidéticos e os medos de convivência. É uma história bem didática, que além de falar sobre a AIDS, abrange toda a vida de um aidético e das pessoas que estão em volta.

Minha opinião

Trata-se de um livro bem curto, mas bem eficiente para gerar informação. Trata de subtemas como o preconceito das pessoas com quem contrai a doença, relacionando o porte ao homossexualismo ou drogados, e é claro que estes dois grupos são considerados os chamados “grupo de risco” ou pelo menos eram, mas isso não significa que sejam os únicos meios de transmissão.

Não a como falar muito do livro sem acabar gerando algum tipo de spoiller, o que é um pouco triste, já que o a história é muito boa, e muito informativa, sendo eficiente para o leitor que não conhece muito sobre a doença e também para quem já tem – creio eu que é uma história que pode dar muita identificação e automotivação.

Há uma informação sobre AIDS que consta no livro, dentre as diversas existentes que eu gostaria de citar aqui, que eu considero indispensável, e que está explicada de uma forma bem simples:

“O que é AIDS?

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença provocada por vírus. Vírus é uma minúscula partícula infectante que penetra e se multiplica nas células do organismo. Muitas doenças são causadas por vírus: a gripe, a poliomielite, a rubéola, entre outras. A AIDS, entretanto, é uma doença viral que não tem cura nem vacina para preveni-la, pelo menos por enquanto.

O que causa a AIDS?

O vírus da AIDS tem como característica atacar células essenciais à defesa do organismo, os glóbulos brancos, além do tecido nervoso. O vírus provoca a destruição dos linfócitos, um dos tipos de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do nosso corpo contra as infecções.

O organismo atacado pelo vírus da AIDS pode ficar incapaz de se defender, o que permite o desenvolvimento de infecções pelos chamados germes oportunistas, como fungos, protozoários etc., que existem no organismo, mas que normalmente não causam infecção. As infecções pela AIDS atacam especialmente os pulmões, o intestino, o sangue e a pele. É a multiplicação dessas infecções que coloca em perigo a vida do doente com AIDS.”

Vale também escrever aqui que a AIDS não é transmitida pelo convívio social, ou seja, um beijo (saliva) não transmite a doença, assim como morar com um aidético ou abraçar um. O contato só é possível através do contato direto com o sangue ou em relação sexual sem proteção. Outros modos de contágio é nascer com o vírus (no caso, a mãe deve ser portadora) ou em transfusão de sangue e compartilhamento de objetos como seringas – objetos estes que tenham contato direto com o sangue.

Como um portador de HIV pode permanecer assintomático por anos, ou seja, não desenvolver os sintomas da doença, cabe a todos, se protegerem para evitar uma multiplicação indesejada da doença sem querer.

O autor

Júlio Emílio Braz é mineira, nascido em Manhumirim, Minas Gerais, e começou sua carreira profissional por volta dos vinte anos de idade. Ele é um ilustrador e escritor de inúmeras outras histórias infanto-juvenis com esta mesma pegada mais didática.

Sua opinião

A AIDS infelizmente ainda não tem cura, mas alguns preconceitos em relação a doença tanto por parte de quem a tem, como por parte de quem não a tem, estão sendo quebrados. Eu nunca conheci pessoalmente alguém que tivesse, não que eu saiba pelo menos, mas eu entendo que falar sobre a doença é uma ação necessária considerando os índices de infecção. Então, como você acha que estamos nos desenvolvendo em relação a doença?

Publicado por

Literalmente Adicto

Viciada em livros, boas histórias, pets e chocolate! Administradora de formação, leitora por amor!

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