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Viciada em livros, boas histórias, pets e chocolate! Administradora de formação, leitora por amor!

Resenha: Box Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle

O box

O box traz a literatura completa de Sherlock Holmes, escrita por Arthur Conan Doyle. É dividido em quatro livros, sendo todos em capa dura (inclusive a caixa), o que dá um peso de mais ou menos três quilos ao todo e mil oitocentas e oito páginas. Esta edição pertence a Harper Collins, que não poupou suas capacidades para tornar este conjunto, uma boa leitura, deixando as histórias bem divididas e não sendo maçante nenhuma das leituras.

Todavia, o nível de qualidade dos enredos acaba por ir minguando aos poucos, sendo: o primeiro livro complexo no que tange o entendimento de quem é e todas as capacidades de Holmes; o segundo buscando um alto nível de complexidade de dados para que o leitor tenha dificuldade de aplicar os métodos e solucionar os casos antes do fim da história; o terceiro tentando manter um nível equilibrado com os anteriores, com bons casos, mas com soluções já mais básicas; e por fim, o quarto livro, onde com um pouquinho de atenção aos detalhes e imaginação, já se torna possível criar hipóteses juntamente com o andamento da história.

Descrição da editora:

“Em 1887, o escritor escocês sir Arthur Conan Doyle criou Sherlock Holmes, o infalível detetive a quem os agentes da Scotland Yard recorriam para solucionar os mistérios mais intrigantes da Inglaterra vitoriana. Desde então, as aventuras do mestre da investigação atraem leitores ávidos por chegar à última página e ter o enigma desvendado. Esta obra completa reúne os quatro romances e os 56 contos sobre as aventuras do detetive mais famoso do mundo e de seu fiel companheiro dr. Watson. Para desvendar mistérios, o faro e a astúcia de Sherlock Holmes levam às fontes menos óbvias, às informações mais precisas. Um modelo que influencia até hoje a literatura policial e revela fôlego para impressionar gerações de leitores através do tempo.”

A divisão nos livros fica a seguinte:

  • Volume I (verde- 512 páginas) contém dois romances e onze contos

Divido em “Um estudo em vermelho” (1887 – primeira e segunda parte), “O sinal dos quatro(1890) e “As aventuras de Sherlock Holmes” (1892) o livro começa apresentando ao leitor quem é o Dr. Watson, e como ele acabou por conhecer Sherlock Holmes. Traz casos que realmente não parecem ter solução até que sir Holmes apresente sua base de fatos e deduções para aquelas conclusões, tendo um nível de envolvimento alto, pois como são histórias  narradas pelo Dr. Watson, a apresentação dos dados, é exibida conforme vai se desvendando.  A apresentação dos romances, possui uma narrativa própria, apresentando uma alteração no modo como a história é contada.

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Sherlock Holmes Vol. 1 – Harper Collins @literalmenteadicto

  • Volume II (azul – 400 páginas) contém onze contos e um romance

Apresentado através da divisão “Memórias de Sherlock Holmes” (1894) e “O cão dos Baskerville” (1902) tem-se um acontecimento inesperado para os leitores de A. C. Doyle: o desaparecimento de Holmes em meio a uma fuga da morte ao qual o detetive se envolveu, uma vez que estava atrás do mais criminoso de Londres, deixando a entender que chegara o final dos contos e romances. A trama toda possui um alto nível de complexidade e detalhes que torna de certa forma, mais complexo a tentativa do leitor de elucidar os casos conforme as informações vão surgindo.

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Sherlock Holmes Vol. 2 – Harper Collins @literalmenteadicto

  • Volume III (amarelo – 472 páginas) contém treze contos e um romance

“A volta de Sherlock Holmes” (1905) e “O vale do medo” (1915) (este último contendo primeira e segunda parte), soluciona o mistério que o livro anterior deixou sobre a possível morte de Holmes. Metade do livro são contos que envolvem a sua volta a Baker Street, e a outra metade é um conto cheio de excentricidades, que não poderia ter mais alterações ou cursos diversos, possíveis! Este terceiro livro, ou esta continuação de contos, somente se deu por vontade do público leitor de A. C. Doyle, que queriam saber mais sobre o detetive e sobre os acontecimentos de seu desaparecimento.

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Sherlock Holmes Vol. 3 – Harper Collins @literalmenteadicto

  • Volume IV (vermelho- 424 páginas) contém vinte contos

Se divide em “Os últimos casos de Sherlock Holmes” (1917) e “Histórias de Sherlock Hokmes” (1927), sendo a primeira parte, contos que se passara após a aposentadoria de Holmes, onde o mesmo se mudou para uma casa reclusa nos morros, e vive de tentar narrar suas próprias aventuras e criar abelhas. Nestes contos, lemos algumas investigações que Holmes participou após sair de Baker Street, e antes de se aposentar definitivamente por conta da idade avançada. Já na segunda parte de contos, é apresentado ao leitor, as investigações que conforme a narrativa do próprio Dr. Watson, não podiam na época que ocorridas, serem publicados, e portanto, são apenas memórias de casos. Neste livro, Arthur Conan Doyle prepara o leitor para o fim do detetive Sherlock Holmes, e nota-se que as histórias por mais que ainda sejam boas, não atingem mais o mesmo nível de mistério e soluções mirabolantes, ficando mais previsíveis, o que demonstra o desejo do escritor em parar de escrever sobre.

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Sherlock Holmes Vol. 4 – Harper Collins @literalmenteadicto

Tanto os contos de Sherlock Holmes, como as histórias possuem o mérito de serem lidas mesmo com o passar do tempo, e apesar de se passaram por volta de 1890 em uma Londres com carruagens e charretes, não há uma escrita pesada, e a complexidade dos casos ao qual nosso querido detetive se envolve é fascinante. Ao terminar as leituras fiquei pensando em como seria Sir Sherlock Holmes, com toda sua elegância, ar de superioridade e memória seletiva, nos dias atuais.

O autor

Citarei a nota que aparece em todos os livros desde box pois compila de maneira clara, objetiva e concisa quem foi o criador destas histórias incríveis.

“Arthur Conan Doyle nasceu em 22 de maio de 1859, em Edimburgo, capital da Escócia. Em 1876, ingressou na Universidade de Edimburgo, no curso de medicina. Foi lá que conheceu o dr. Joseph Bell, cujos surpreendentes métodos de dedução e análise foram de grande influência na futura criação de seu detetive.

Além do dr. Bell, Doyle se inspirou em Émile Gaboriau e no detetive Dupin – de Edgar Alan Poe – para conceber a primeira versão do que seria o personagem que conhecemos hoje: um tal de Sherringford Holmes, posteriormente Sherlock Holmes.

Depois de muitas tentativas e frustrações, em 1887 Doyle conseguiu que sua primeira história com o detetive, Um estudo em vermelho, fosse publicada. A boa aceitação do público o levou a escrever a segunda história de Holmes, O sinal dos quatro.

Doyle acabou abandonando a medicina para segui definitivamente a carreira literária. As histórias de Sherlock Holmes tornaram-se mais e mais populares, obrigando o autor a continuar criando casos para seu detetive. E, quanto mais Holmes expunha suas habilidades para um público estupefato, mais obscurecidas ficavam as outras obras de Doyle.

[…] Debilitado por um ataque cardíaco, sir Arthur Conan Doyle morreu em 7 de julho de 1930, em Crowborough, condado de Sussex, na Inglaterra. “

Desperte O Gigante Interior — (via) Memórias ao Vento

Este livro é uma grande lição sobre nossa capacidade de domínio interior, de respeito aos demais e de como melhorar nossa qualidade de vida. Ele é dedicado ao poder ilimitado que dorme dentro de nós e muitas pessoas não tem ideia da imensa capacidade que podemos comandar imediatamente quanto focalizamos todos os nossos recursos para […]

via Desperte O Gigante Interior — Memórias ao Vento

Resenha: Quem é você Alasca? – John Green

O livro

Como primeiro romance e ficção americana Looking for Alaska, escrito e publicado em 2005, o autor John Green adentra os corações literários. A edição que possuo é de 2014, e contém um “extras” sobre a história, onde após oito anos de vendas do título, John Green responde a perguntas de fãs reais sobre a história. A publicação ficou a cargo da Intrínseca, com tradução de Edmundo Barreiros e possui 272 páginas.

Sobre a obra

A narrativa do livro fica a cargo da visão adolescente e um tanto filosófico de Miles Halter, ou Bujão, como foi apelidado posteriormente. Miles é um garoto nerd e sem amigos que mora na Flórida, além de aficionado por últimas palavras de pessoas conhecidas, e é através destas palavras que o garoto resolve estudar em um colégio interno, chamado Culver Creek – lugar onde seu pai também estou no ensino médio.

Chegando em Culver Creek, Miles conhece Chip Martin – ou Coronel – seu colega de quarto, além de fazer amizades com os outros veteranos da escola: Alasca Young, Takumi Hikohito e Lara Buterskaya. Cada um deles tem padrões de vida, histórias e origens diferentes que acaba os unindo em suas adversidades.

A história é cheia de acontecimentos entre os amigos e os demais alunos da escola, tendo uma divisão de antes e depois de um determinado fato importante da trama, e possuir a perspectiva de Miles sobre os acontecimentos traz mais apego com a história, pois a leitura e o enredo, se desenvolve conforme o adolescente também se desenvolve e se situa  no contexto.

Minha opinião

É difícil falar de um livro como este sem acabar contando partes da história, mas acredito que como muitos outros leitores, só fui descobrir a capacidade de Quem é você Alasca? Após ler A culpa é das estrelas em 2014. Quatro anos após o primeiro contato, releio este livro por 1) fazer resenha e 2) reler a história mesmo, pois além de bem escrito, com passagem de tempos claras, mas não diretas, a mim, houve certo apego com os personagens e concordância com algumas passagens mais filosóficas que fazem parte da personalidade do narrador.

O autor

É um dos autores atuais mais bem vistos pela critica e pelos leitores, com bons títulos lançados entre eles “A culpa é das estrelas”, “O Teorema de Katherine” e “Cidades de Papel”. Desde seu lançamento no mundo literário, John Green ganhou muitos prêmios por reconhecimento do seu trabalho. John Green é casado e possui dos filhos.

Sua opinião

“Primeira cerveja; Primeiro trote; Primeiro amigo; Primeiro amor;”

Para Bujão a chegada na Creek trouxe tudo isso de uma só vez, e pra você?

Resenha: O Zahir – Paulo Coelho

Literatura nacional

O livro

Obra do escritor brasileiro Paulo Coelho, O Zahir é uma publicação da editora Rocco. Publicado em 2005, o livro possui em torno de 320 páginas de um gênero romântico e com uma pegada espiritual, inspirado na tradição islâmica e em um conto de Jorge Luís Borges, criando paralelos entre a vida do autor e a vida do protagonista.

Sobre a obra

A narrativa se dá através do personagem protagonista e sãs visões um tanto quanto filosóficas da vida. O protagonista é um escritor famoso por suas publicações sobre o amor e a espiritualidade, do qual não nos é revelado o nome. O escritor é casado com Esther, uma bela mulher, na casa dos 30 anos e jornalista bem sucedida. Os dois estão casados a 10 ano, até que Esther – após voltar de uma de suas viagens de trabalho onde é correspondente de guerra – em um dia como qualquer outro, desaparece, sumindo apenas seu passaporte mais nada, e o motivo deste sumiço vai se revelando conforme o livro vai se desenvolvendo. A passagem de tempo não é muito explicita, mas o autor cita em partes do texto a data ou o tempo, para que possamos entender, e com isso vem o notável desenvolvimento do personagem que não seria possível da noite para o dia – todo o enredo do livro se passa em pouco mais de dois anos.

A história então narra a vida do escritor antes da fama, depois de ter fama, antes de se casar com Esther, durante seu casamento e principalmente depois que a mesma some, tudo de maneira aleatória, como se fosse uma conversa ou um quebra-cabeças, buscando disseminar outras boas histórias, como mitologias, conhecimentos gerais e até filosofia. O título do livro por sua vez, é um meio de definir o que o desaparecimento de sua mulher se torna para este escritor, mostrando a forma obsessiva em que pensa nela.

“Zahir então é uma palavra de origem árabe que é traduzida de acordo com a filosofia islâmica como um conceito daquilo que é visível, aparente e exotérico (que se manifesta de modo externo)”. (Fonte: http://www.significados.combr).

Inspirado na interpretação do conceito de Zahir criada pelo escritor argentino Jorge Luís Borges, Paulo Coelho deu vida a uma história e a um personagem escritor, que em alguns aspectos, se assemelha ao próprio Paulo Coelho.

“algo que uma vez tocado ou visto, jamais é esquecido – e vai ocupando o nosso pensamento até nos levar a loucura.”. (Livro “El Aleph”, 1949 – Jorge Luís Borges).

Minha opinião

Comprei este livro pelo valor de dois reais no verão de 2011, e lembro que não gostei de lê-lo na época – aos quatorze anos não tinha “maturidade” para entender a mensagem da história e assim os fatos e consequências para mim não faziam muito sentido. Este ano como resolvi reler muitos livros, pós sete anos então, eis a releitura de O Zahir, mas sempre que faço uma releitura, a história parece se arrastar demais – na minha opinião considero isto normal pois ler algo que de certa forma te decepcionou inicialmente, do qual você já conhece o final, perde a graça mesmo – entretanto, penso também que da pra prestar mais atenção aos detalhes da história e tirar uma nova impressão mais definitiva sobre a trama toda.

Por isso, ao contrário de antes, considero agora O Zahir como uma boa história. Trata o amor como algo muito além do que uma vida a dois ou declarações, e busca através de certos conceitos religiosos e filosóficos – neste caso do islamismo – trabalhar pontos de reflexão na vida de qualquer ser humano. A exemplo, trago dois trechos:

“[…] liberdade não é a ausência de compromissos, mas a capacidade de escolher – e me comprometer – com o que é melhor para mim.”

“Se eu reajo da maneira com que as pessoas estão esperando que faça, eu me torno escrava delas. É preciso um controle gigantesco para evitar que isso aconteça, porque a tendência é sempre estar pronto para agradar alguém – principalmente a si mesmo.”.

O autor

Paulo Coelho é um escritor, letrista e jornalista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1947. Seu trabalho é reconhecido no mundo, tendo seus livros traduzidos em mais de 150 idiomas. É membro da Academia Brasileira de Letras e coleciona diversos prêmios nacionais e internacionais. Sua obra mais famosa, chama-se O Alquimista, sendo autor de outras obras como Brida, As Valkírias, Veronika decide morrer, dentre tantas outras.

Sua opinião

Paulo Coelho tem em seus livros um modo de ver as coisas, e nesta obra este modo está conectado com o lado espiritual do ser humano e sua necessidade de sair da zona de conforto para progredir – segundo trechos do livro. Não é preciso ter lido este livro para saber se portar sobre o assunto, portanto, quero saber, você sabe se está em zona de conforto?

Resenha: Eu, o desaparecido e a morta

O livro

Escrito por Jenny Valentine Eu, o desaparecido e a morta ou Finding Violet Park – pelo título original – é a história de Lucas Swain (16 anos), Peter Swain e Violet Park, narrado pelo primeiro. Considerado como literatura juvenil, publicado inicialmente em 2007 pela Editora Moderna, é um livro com cerca de 184 páginas e traduzido por Áurea Akemi Arata.

Sobre a obra

Eu, o desaparecido e a morta conta uma história a cerca de Lucas Swain, sendo o Eu do título, com as próprias análises e maneiras de narrar os fatos envolvendo o desaparecimento de seu pai, Peter Swain, sendo, portanto o desaparecido do título, e o encontro com uma urna, a qual contem as cinzas de Violet Park, neste caso, a morta. Diante destes três personagens, a trama é cheia de perguntas, muitas sem respostas, envolvendo os personagens, mas principalmente “o desaparecido” e “a morta”. A trama envolve dilemas como porquê seu pai desapareceu, quem é Violet Park, como lidar com o desaparecimento de alguém da família, e como são as coisas para que fica pra trás, na rotina sem aquela pessoa.

Ao longo da narrativa, Lucas conta sobre como encontrou a urna de Violet Park – até então uma desconhecida –, como é seu núcleo familiar e social, e como todos lidam com o desaparecimento repentino de seu pai; além de ir aos poucos, introduzindo frases reflexivas, mas não exaustivas, que podem gerar algum tipo de conexão com o leitor, mas não chega a ser uma ideia didática, mas apenas uma parte do contexto que a história se propõe a revelar.

Minha opinião

É um livro que com disponibilidade e interesse na trama, se lê em um dia tranquilamente, pois não é um livro longo ou cansativo e infelizmente também não possui um final surpreendente. Eu o considerei como algo mais realista – retirando-se claro, as firulas narrativas que servem para dar “um gás” a história.

Sendo um livro narrado por um adolescente inglês cheio de questionamentos que vão talvez além do condizente com sua idade, a um treco que na minha opinião, define o desenrolar tanto do personagem como da narrativa:

“É o que acontece quando se vira adulto, aparentemente. Encarar as coisas que você preferiria evitar, e aceitar o fato de que ninguém é quem você imaginava que fosse, talvez nem chegasse perto.”.

Acho que é um livro tranquilo, sem enrolação, contando o que tem que contar basicamente, e de uma maneira bem acertada ao meu ver. Pode ser que não agrade a todos os gostos, mas para quem lê de tudo um pouco, ou gosta de se aventurar, não será uma decepção literária.

A autora

Jenny Valentine é casada e tem dois filhos. Atualmente mora na Inglaterra, em um lugar chamado Hay ou Wye. Valentine escreveu este livro enquanto ainda morava em Londres, durante as horas vagas entre um atendimento e outro em uma loja de alimentos orgânicos a qual trabalhava.

Sua opinião

Eu não conhecia a autora nem a obra quando encontrei o título à venda numa de minhas espiadas nessas bancas de livros que são tipos feiras móveis… Acabei comprando porque gostei do título e da capa. Então, qual foi o livro que você comprou as escuras só porque gostei da estética?