Enquanto houver vida viverei – Julio Emílio Braz

Literatura nacional

O livro

Enquanto houver vida viverei somente pelo título já demonstra sua intenção. É uma história do autor Júlio Emílio Braz, caracterizada como literatura infanto-juvenil e publicado pela FDT em 1992 (2 ª edição) contendo um pouco mais de 60 páginas e incluindo um “roteiro de leitura” com algumas perguntas sobre a história.

Sobre a obra

A história é sobre um garoto que aos 18 anos, enquanto fazia uma corrida de moto pela cidade, sofre um acidente e precisa de uma transfusão de sangue no hospital por conta da gravidade do acidente. Dois anos depois, Tinho – nome dado pelo autor ao personagem (e narrador) – descobre que durante a transfusão de sangue, recebeu um sangue contaminado com o vírus HIV.

A partir de então, a história realmente começa, mostrando todo o drama que envolve a doença, assim como o preconceito com os aidéticos e os medos de convivência. É uma história bem didática, que além de falar sobre a AIDS, abrange toda a vida de um aidético e das pessoas que estão em volta.

Minha opinião

Trata-se de um livro bem curto, mas bem eficiente para gerar informação. Trata de subtemas como o preconceito das pessoas com quem contrai a doença, relacionando o porte ao homossexualismo ou drogados, e é claro que estes dois grupos são considerados os chamados “grupo de risco” ou pelo menos eram, mas isso não significa que sejam os únicos meios de transmissão.

Não a como falar muito do livro sem acabar gerando algum tipo de spoiller, o que é um pouco triste, já que o a história é muito boa, e muito informativa, sendo eficiente para o leitor que não conhece muito sobre a doença e também para quem já tem – creio eu que é uma história que pode dar muita identificação e automotivação.

Há uma informação sobre AIDS que consta no livro, dentre as diversas existentes que eu gostaria de citar aqui, que eu considero indispensável, e que está explicada de uma forma bem simples:

“O que é AIDS?

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença provocada por vírus. Vírus é uma minúscula partícula infectante que penetra e se multiplica nas células do organismo. Muitas doenças são causadas por vírus: a gripe, a poliomielite, a rubéola, entre outras. A AIDS, entretanto, é uma doença viral que não tem cura nem vacina para preveni-la, pelo menos por enquanto.

O que causa a AIDS?

O vírus da AIDS tem como característica atacar células essenciais à defesa do organismo, os glóbulos brancos, além do tecido nervoso. O vírus provoca a destruição dos linfócitos, um dos tipos de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do nosso corpo contra as infecções.

O organismo atacado pelo vírus da AIDS pode ficar incapaz de se defender, o que permite o desenvolvimento de infecções pelos chamados germes oportunistas, como fungos, protozoários etc., que existem no organismo, mas que normalmente não causam infecção. As infecções pela AIDS atacam especialmente os pulmões, o intestino, o sangue e a pele. É a multiplicação dessas infecções que coloca em perigo a vida do doente com AIDS.”

Vale também escrever aqui que a AIDS não é transmitida pelo convívio social, ou seja, um beijo (saliva) não transmite a doença, assim como morar com um aidético ou abraçar um. O contato só é possível através do contato direto com o sangue ou em relação sexual sem proteção. Outros modos de contágio é nascer com o vírus (no caso, a mãe deve ser portadora) ou em transfusão de sangue e compartilhamento de objetos como seringas – objetos estes que tenham contato direto com o sangue.

Como um portador de HIV pode permanecer assintomático por anos, ou seja, não desenvolver os sintomas da doença, cabe a todos, se protegerem para evitar uma multiplicação indesejada da doença sem querer.

O autor

Júlio Emílio Braz é mineira, nascido em Manhumirim, Minas Gerais, e começou sua carreira profissional por volta dos vinte anos de idade. Ele é um ilustrador e escritor de inúmeras outras histórias infanto-juvenis com esta mesma pegada mais didática.

Sua opinião

A AIDS infelizmente ainda não tem cura, mas alguns preconceitos em relação a doença tanto por parte de quem a tem, como por parte de quem não a tem, estão sendo quebrados. Eu nunca conheci pessoalmente alguém que tivesse, não que eu saiba pelo menos, mas eu entendo que falar sobre a doença é uma ação necessária considerando os índices de infecção. Então, como você acha que estamos nos desenvolvendo em relação a doença?

Quem era ela? – J. P. Delaney

“Faça uma lista de todos os bens que você considera essenciais para a sua vida.”

O livro

Quem era ela ou no título original The Girl Before é uma literatura de J. P. Delaney, considerado como um romance inglês, mas que tem uma pegada de suspense bem emocionante e thriller psicológico. A impressão aqui no Brasil é mais um item do portfólio da Intrínseca para o ano de 2017 e a tradução ficou a cargo de Alexandre Raposo (uma boa tradução ao meu entendimento). Minha edição é a primeira – com 336 páginas – e possui a mesma capa que a do título original.

Sobre a obra

Existe uma casa em Londres, construída por um arquiteto famoso (Edward Monkford), que cobra um aluguel abaixo da média em uma boa localidade da cidade, e que encanta todos que entram nela. A casa realmente é incrível e concilia tecnologia com beleza minimalista, e nem todos conseguem morar nela, mas Emma Matthews e Jane Cavendish se apaixonaram pela casa assim que entraram para conhecer.

Contudo, como nada pode ser perfeito, para morar na casa você precisa ser aprovado pelo dono, e deve seguir obrigatoriamente, certa centena de regras como, por exemplo, não haver nenhum móvel na casa exceto os que já estão no lugar, não manter lixo dentro da casa, não andar de sapatos, não possuir vasos com plantas, não ter cortinas, não ter almofadas, nada de animais, nada de crianças, nada nas bancadas, nada de livros. O descumprimento dessas ou de qualquer outra exigência, dá ao dono, o direito de ordenar despejo. Apesar de todo este “drama” ao redor da casa, a história não é sobre a casa, mas sim sobre a história da casa, entendeu?

Cada capítulo se difere como o antes e o agora, sendo o antes relativo a história de Emma Matthews, sua vida, seus dilemas, sua personalidade e sua morte; e o agora, trata de Jane Cavendish, seus problemas pessoais, sua conexão ou não com Emma, e a  busca por esclarecer a morte da antiga moradora.

Minha opinião

O livro é bem escrito e não deixa furos na história, apesar de engrenar um pouco devagar na história, ele apresenta todos os dados necessários para o entendimento total do ambiente e das pessoas, e ao intercalar os acontecimentos, entre o que aconteceu antes e o que está acontecendo agora na visão de cada uma das personagens (cada narração, pertence à dona de seu tempo) o escritor acrescenta doses de curiosidade e de suspense.

Essa mudança temporal permite conhecer a personalidade, ou real personalidade de cada protagonista ao desenvolver da trama, e eu me surpreendi com o rumo da história – foi completamente o oposto do que eu pensava ser possível quando tirei minhas primeiras conclusões. O que eu considerei um pouquinho ruim com essas mudanças temporais de capítulo em capítulo é que eles não têm conexão, portanto, cada uma conta a história conforme a foi vivendo no seu tempo, e, por exemplo, quando eu estava lendo sobre a Jane, e não era algo que me prendia, ao retornar a leitura sobre a mesma após ter lido sobre o tempo de Emma, eu começava não entendendo a primeira frase, e às vezes tinha que retornar a última leitura que tive de Jane para me situar no que iria continuar a ler.

Fora os personagens, o livro me fez pensar muito em se eu moraria numa casa como a da historia, e se eu me submeteria a tantas regras, e a avaliação do dono da maneira que é feita. As perguntas do questionário de avaliação e as perguntas da avaliação periódica do morador são inseridas no livro, e isso me deu a sensação de inserção, e eu devo confessar que parava para responder mentalmente, como se eu também fosse a avaliada. O fato da casa ser controlada por um tablet ou smartphone, também me fez pensar em como eu costumo utilizar a tecnologia na minha vida.

O autor

Não consegui encontrar obras desse autor ou saber se é homem ou mulher também, pois J. P. Delaney é um pseudônimo. Segundo a Intrínseca, este é o primeiro thriller psicológico de um autor que já tem outros livros de ficção publicados com outros nomes. Então resta esperar que um dia J. P. Delaney se mostre ao publico e continue publicando obras assim.

Sua opinião

Se você já leu este livro, vai saber que tipo de perguntas há no questionário de inscrição e nos questionários avaliativos, e se você não leu, eu recomendo a leitura. Mas eu gostaria de saber, o que você faria para morar em uma casa super desejada, linda, tecnológica, aparentemente muito segura e com um aluguel bem baixinho?

Navegue a Lágrima – Leticia Wierzchowski

Literatura Nacional

O livro

Navegue a Lágrima é um livro escrito por Leticia Wierzchowski, caracterizado como um romance brasileiro, publicado em 2015 pela editora Intrínseca. É uma história de mais ou menos 205 páginas, cheia de frases reflexivas, por assim dizer.

O livro é uma narração, ou melhor, uma história contada e escrita, através do olhar de uma única pessoa, que vai mesclando a sua vida, com a vida da família a qual ela conta a história – uma história que é inicialmente datada de 1972. Vamos entender melhor a seguir.

Sobre a obra

Heloisa é uma mulher que trabalha em uma editora de livros em São Paulo, onde aos 22 anos conhece uma escritora pela qual se encanta pelo jeito de ser da mesma. Anos depois e diversos acontecimentos depois, Heloisa acaba por comprar a casa de férias da família daquela tal escritora, que aqui, Heloisa chama de família Berman – Laura Berman (a escritora), Leon Berman (o marido e curador de artes plásticas) e seus dois filhos – Daniel (o mais velho) e Max (o mais novo). Toda a história começa, com a compra da casa.

Nossa narradora resolve escrever sobre a vida dos Berman e sobre sua própria vida, após traumas como uma separação pós onze anos de casamento e a perda de um segundo amor. Heloisa possui um filho, já crescido quando resolve se mudar para esta casa no Uruguai e se aposentar. A casa não é mais da família Berman porque eles, assim como Heloisa, tiveram uma separação no casamento, e o lugar, continha lembranças demais.

Entre aberturas de caixas, drinques, pertences e memórias dos antigos moradores desta casa, a ex-editora se vê perdida em um cenário de histórias marcadas pelo amor e perdas, e divididas pelo tempo. A sinopse, escrita no livro, cita:

“Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.”

Minha opinião

Navegue a Lágrima é um livro muito bem escrito – fiquei com vontade de ler outros livros da autora – e me chamou a atenção inicialmente por não ser escrito em letra preta, mas sim, em um tom de azul, e ter o cabeçalho, bem maior que o normal de outros livros. A separação de capítulos também é bem interessante. De segundo momento (porque sim, a estética do livro me chama atenção primeiro) eu fui ler a sinopse e considerei bem interessante.

Eu considero um livro diferente, talvez porque eu não esteja habituada a ler livros nacionais, mas foge um pouco “do mais do mesmo” e mescla, sem qualquer problema vidas distintas e ordens cronológicas. É uma leitura sutil, daquele tipo de livro que se lê rapidamente mesmo. Em um contexto geral tem um desenvolvimento leve, mas é absurdamente cheio de sinônimos pouco usados – ou seja, “palavras difíceis”, pouco conhecidas – que pode vir a necessitar de um dicionário, se você não for muito próximo deste tipo de escrita.

O que mais me encantou depois de lido, é que a história não deixa de ser próxima de uma realidade. No fim das contas uma realidade que com algumas exceções literárias, é bem possível de acontecer com qualquer pessoa, uma vez que casamentos podem não durar para sempre, ou que a rotina e descontentamentos pessoais podem suprimir a visibilidade do amor entre duas pessoas.

A autora

Leticia Wierzchowski é natural de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, e começou na literatura aos 26 anos. É autora de livros como “Um farol no Pampa” e “Sal” (dentre outros), além de nove livros infantis. A consagração da escritora veio com o romance “A Casa das Sete Mulheres” que acabou por virar série da TV Globo, e em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura, pelo livro “Neptuno”.

Sua opinião

Você já leu este livro? Conta pra mim se ele está na sua lista de leituras desejadas ou já lidas, e se já leu, o que achou.

Garoto 21 – Matthew Quick

Do mesmo autor de O Lado Bom da Vida

 

 

O livro

Garoto 21 – ou Boy 21 pelo título original – é uma história de Matthew Quick, publicada pela Editora Intrinseca e edição de 2016. É uma ficção americana que gira em torno de um garoto, jogador de basquete, e se divide em três partes: Pré-temporada; Temporada; e Erin. É um livro de tamanho “normal” contendo 272 páginas de uma boa história.

É possível resumir Garoto 21 como uma história sobre amizade, sobre família, sobre apoio. O enredo se passa na visão de Finley, um garoto de 17 anos que mora com o pai e o avô sendo este último, um deficiente físico que depende do pai de Finley e do próprio Finley pra fazer as coisas básicas do dia; O garoto também namora desde criança uma garota chamada Erin, a quem ele é apaixonadíssimo. Os dois jogam em times de basquete da escola, e querem muito sair da cidade onde moram, por causa da violência tão potencializada na área em que vivem, tendo o próprio irmão de Erin, como um dos “bandidos” da área.

Sobre a obra

A vida de Finley e de Erin acaba mudando quando o treinador do time dele pede para que Finley seja amigo de outro garoto de 17 anos – Russ – que se mudou para a cidade após seus pais serem mortos em um assalto na Califórnia. Russ é excelente jogador de basquete e possui algumas semelhanças com Finley – os dois são armadores e os dois usam o número 21 na camisa do time – mas essas semelhanças vão além, e se desenvolvem na história de uma maneira meio previsível, mas mesmo assim, com detalhes inesperados.

Finley, que é um garoto quieto, que tem que aprender a lidar com muitos sentimentos, como a incerteza, a inveja até, e o egoísmo tendo em paralelo outros sentimentos como amor de amizade e a vontade/necessidade de abrir mão de algumas coisas de si, para a felicidade alheia.

A amizade com Russ (considerado como uma promessa para o basquete) surge conforme Finley vai entendendo o que aconteceu consigo e sua família, e vai ajudando Russ a lidar com a morte dos pais – Russ sugere que seus pais estão no espaço e que virão buscá-lo, uma vez que ele é um extraterrestre. Além desse novo garoto e dessa nova amizada, Finley tem que lidar com a vida em uma cidade violenta, e com sua namorada, que tem seus próprios problemas.

Minha opinião

É uma história no estilo clássico de Mathew Quick, e se você já leu O Lado Bom da Vida, pode perceber semelhanças na escrita, mas a história é super bonitinha, envolta não tanto no romance do Finley e Erin, mas sim na vida de Finley mesmo e como ele lida com essa nova amizade em um lugar tão inseguro, como Bellmont.

As divisões do livro (pré-temporada, temporada e Erin), são modos temporais focados, que vem acompanhado de frases, que no primeiro momento que as li, não vimos muito sentido, mas dentro do contexto de cada parte, fazem sentido, como se fossem uma ideia geral do que você irá ler a seguir, e isso realmente me surpreendeu pela criatividade e pela assertividade.

Sobre o autor

Matthew Quick ficou conhecido quando escreveu o livro O Lado Bom da Vida, que originou o filme estrelado por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper em 2012. Outros livros do autor também conhecidos são: “A sorte do agora” de 2014 e “Quase uma Rockstar” de 2015. M. Quick é um professor americano, que largou a profissão para viver da escrita, e assim, nos honra com boas histórias.

Sua opinião

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Sr. Holmes – Mitch Cullin

O HOMEM POR TRÁS DO MITO – O livro que inspirou o filme estrelado por Ian McKellen

O Livro

Sr. Holmes é uma história criada por Mitch Cullin, portanto não é a parte da obra Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, mas que não deixa de ser sobre o detetive. A moral aqui é que Micth Cullin traz uma narrativa pelo olhar do próprio Holmes de agora, 93 anos de idade – inclusive a diminuição de sua perspicácia e faro de detecção. Contudo, ainda permanecem traços como a confiança na evidência, a lógica e a falta de demonstração de afeto já características do personagem.

O livro é uma literatura americana com publicação da editora Intrínseca e tradução de Alexandre Raposo. A edição é de 2015 ao título original de “A Slight Trick of the Mind” e possui 240 páginas, que dividem a história em três partes.

Sobre a obra

Em Sr. Holmes o nosso famoso detetive se vê saindo de Londres em busca de uma vida mais tranquila, longe da fama que as publicações de seus casos, por parte do Dr. Watson, trouxa a sua vida. Agora Holmes vive em um lugar chamado Sussex, com uma empregada e o filho dela, Roger, ao qual Holmes acaba por se apegar, mesmo sem notar. O personagem também cria abelhas, tendo o motivo da criação deste hábito, revelado bem no finalzinho do livro.

Uma coisa é necessária saber sobre este livro: a narrativa se aplica a três épocas diferentes para se completar um tipo de círculo de memória do detetive, ou seja, haverá partes sobre a vida em Sussex, sua época de detetive e uma determinada viagem de conhecimento. Todavia, a separação das partes se faz de maneira mais clara possível.  Às vezes em capítulos diferentes, ou seja, dedicados aquele tema exclusivamente, e às vezes em narrativas mistas, onde é trazida a tona por lembranças em determinadas situações por parte do personagem, mas sem embaralhar a cabeça do leitor.

Como disse antes, a história é narrada pela visão de Sherlock, e durante esta narrativa, notamos como a mente dele o dribla em fatos recentes principalmente e em como ele lida com os fatos atuais. Não é uma história cheia de mistérios e casos para desvendar, cabe ressaltar que o que há na trama, é sucinto e adequado as suas capacidades físicas e mentais por conta de idade. Temos aqui um Sherlock Holmes muito mais pensativo de suas ações, e talvez até mais aberto.

Minha opinião

Esta história foi a inspiração para um filme de mesmo nome, lançado em 2015 e interpretado pelo ator Ian McKellen, caso você deseje assistir ao filme primeiro. Apesar de ter começado a assistir ao filme – mas nunca pós-metade – eu gostei do livro, pois acredito que seja difícil tratar a obra de A. C. Doyle com o verdadeiro respeito à história que tanto se consolidou com o passar do tempo, e aqui, Mitch de certa forma continua a vida de Holmes, como se fosse um livro sequência mesmo, dando certa “jovialidade” na história.

Não é um livro que se enreda no desenvolvimento, mas também não é um livro que te faça sentar e ler de uma vez só, e isso não quer dizer que não seja um bom livro, apenas temos uma vida pacata, de um senhor de idade, que vislumbra histórias passadas e, portanto, sua realidade atual não é tão mais emocionante e por isso, o livro não possui aventuras.

Sobre o autor

Mitch Cullin nasceu no Novo México, mas hoje mora em São Gabriel, na Califórnia. É considerado como um autor que produz em grade quantidade, uma vez que além de livros, também produz inúmeros contos e auxilia nos projetos do artista visual Peter I. Chang.

Sua opinião

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A Ruiva Popstar – Alice Clayton

LIVRO 3 – SÉRIE REDHEAD

O livro

A Ruiva Popstar ou The Redhead Plays Her Hand – título original – é o terceiro e último livro da série, ou melhor, trilogia Redhead da autora Alice Clayton, publicado no Brasil pela editora Universo dos Livros. O livro definido como literatura americana e romance erótico, é composto de 224 páginas e vinte e um capítulos, sendo o menor dos três livros.

Este livro traz, portanto um certo desfecho no romance de Grace e Jack, bem como na vida dos amigos da personagem principal e narradora da história que a todo instante estão presentes na narrativa – Michael e Holly. Há novos fatos, novos personagens, novos dramas, novas dificuldades, e um pouco menos de erotismo que nos demais dentro de um contexto numérico.

Sobre a obra

Nos livros anteriores foi possível definir uma Grace Sheridan como uma mulher um tanto perturbada devido a “traumas” do passado relacionados principalmente a peso, homens e sua carreira; e um Jack mais maduro, calmo e centrado. Todavia, neste livro cheio de reviravoltas, temos uma mulher mais velha aprendendo a lidar com suas emoções e um homem mais novo enlouquecendo com a fama.

Sobre a Grace neste livro é possível dizer que ela está mais madura sim em relação ao relacionamento com Jack, mas também nem tanto assim, ao ponto que ela não consegue conversar com ele direito, e releva muito das suas atitudes com a desculpa que dá a si mesmo “ele só tem vinte e quatro anos”. Temos também uma carreira se abrindo a ela, mas que exige algumas coisas, como a perda de peso em pouquíssimo tempo.

Já a vida de “George” está insana. Com a gravação de um novo filme, filmado no deserto, Jack passa muito tempo longe de Grace e saindo basicamente todas as noites para baladas e bebedeiras juntamente com um amigo de filmagem, chamado Adam Kasen que é conhecido pela má reputação profissional. Não sabendo lidar com a fama gerada através do personagem no filme “Tempo”, o cara está realmente perdido e explosivo.

O casal está no dilema de fugir dos papparazzi que se multiplicam a todo instante frequentemente, e rotinas completamente opostas, já que agora, Sheridan também está criando sua própria carreira e fama – fama esta que gera muitos altos e baixos durante o livro todo.

A história não se esquece de seus personagens secundários como a Holly – amiga e agente do casal – e de Michael – amigo de faculdade e produtor do musical, agora série de TV “Mabel, Instável?” – possuindo desfechos que não atrapalham no desenvolvimento da história, bem pelo contrário, auxiliam.

Minha opinião

Devo começar dizendo que o ponto que mais questionei nos outros dois livros – a edição – esta melhor aqui, contendo pouco ou quase nenhum erro de concordância nas frases e continuações das tramas.

A história continua incrível e a meu ver esta bem carregada de dramas sociais reais, como a aceitação do seu próprio corpo, que leva a desenvolver opiniões durante a leitura, do tipo, ou você se indigna com os hatters ou você concorda com eles. Claro que não é necessário se impor sobre um ou outro lado, mas a trama fica mais envolvente se assim o leitor o fizer.

As reviravoltas do livro são pertinentes e plausíveis, ou seja, é um começo, meio e fim bem claros e aceitáveis se você for pensar dentro de um contexto amplo dos três livros. Mas, me incomodou um pouquinho o modo submissivo demais que a personagem Grace e a personagem Holly lidavam com as situações, pois eu acredito que se desvia um pouco demais da construção das duas personagens. De qualquer maneira, é uma super série, que eu super indico por ser fácil de ler e por ter se estendido no tamanho certo.

A autora

Alice Clayton é americana e começou a escrever aos trinta e três anos de idade, e desde então, vem lançando diversas séries de livros eróticos, como a trilogia de Redhead – A Ruiva Misteriosa (livro 1) e A Ruiva Revelada  (livro 2); E a série Cocktail, composta de cinco livros: Subindo pelas paredes (livro 1), Arranhando as paredes (livro 2), Derrubando as paredes (livro 3),  Mai Tai’d Up (livro 4 – sem tradução ainda) e Last Call  (livro 5 – também sem tradução ainda).

Sua opinião

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A Ruiva Revelada – Alice Clayton

Livro 2 – Série Redhead

O livro

A Ruiva Revelada ou The Redhead Revealed (em inglês) é o segundo livro da série Redhead, de Alice Clayton – aqui no blog já tem resenha sobre ele. É uma publicação da Editora Universo dos Livros, com edição de 2014, tendo 256 paginas de literatura americana erótica, dividida em vinte e dois capítulos.

Nesta sequência, temos Grace Sheridan em Nova York trabalhando em um musical, e Jack Hamilton trabalhando na divulgação de seu filme pelo mundo todo. Diferentemente do primeiro livro (A Ruiva Misteriosa) aqui o casal está em cidades diferentes e, portanto, o ritmo sexual do primeiro livro é desacelerado para dar mais ênfase ao sentimentalismo de uma relação, mas não se preocupe, sexo e romantismo estão equilibrados.

Sobre a obra

 Com a mudança de Grace para Nova York toda a proximidade física com Jack se elimina quase que por completo, e podemos ver ao longo do livro todo, as perturbações de Grace em sua forma mais acentuada. A distância entre o casal e todas as paranoias que a personagem já costumava ter só se faz mais presente nesse livro, apesar de todo o amor declarado que os dois demonstravam um pelo outro.

Em A Ruiva Revelada encontramos Grace em um dilema pessoal, pense: todas as insanidades como diferença de idade, a própria idade dela, mídia impiedosa, problemas com seu corpo (mais explicados nesta sequência), o passado dela, o passado dele e a fama dele em crescimento, só deixaram a “doidinha” mais louca ainda, e trazendo muitas conturbações à história.

A história vai trazer um pouco mais de detalhes sobre o relacionamento de Gracie e Michael, já que os dois estão bem próximos agora, bem como o sonho dela com os palcos, tendo este último, uma grande relação com seu amigo Michael, e uma imposição de distância com uma vida com Jack.

Cada vez mais a vida de Jack Hamilton está saindo do anonimato, com toda a campanha de seu filme, e ele sendo o grande astro do momento. E a partir da proximidade de estreia do seu filme e do musical de Sheridan, ou seja, da metade do livro mais ou menos, Alice Clayton nos traz grandes reviravoltas.

Minha opinião

Provavelmente, se você leu o primeiro livro e gostou, com toda certeza vai gostar desse e vai partir para o terceiro livro assim que possível, como eu. E se você se iguala a mim ao “shippar” o casal doidinho, vai ter surpresas com essas reviravoltas da narrativa que eu mencionei que haveriam no paragrafo anterior. Não existem falhas de continuação de um livro para o outro, a história está novamente bem escrita, e a autora está de parabéns nesta criação.

A narrativa é novamente contada pelo ponto de vista da personagem Grace, mas é muito mais ampla agora, buscando um contexto mais igualitário entre os demais personagens e suas histórias, e por isso o sentimentalismo que veio aplicado é muito útil para o desenvolvimento da história. A comédia ou o bom humor dos personagens continua presente – além do sexo todo, claro -, e essa afetividade toda só vem para mostrar que nada sobrevive dentre de uma bolha por muito tempo.

Da pra notar que a autora segue uma linha de raciocínio bem equilibrada, com sequências de dilemas controlados, o que faz pensar, que estes personagens são realmente humanamente possíveis de existirem – sem apelo.

Todavia, novamente os erros de concordância verbal, pontuações em falas e parágrafos, se fazem extremamente presentes, cabendo ao leitor ter cuidado de interpretação, o que de uma maneira ou de outra, demonstra uma falta ou fraqueza no processo de revisão da edição.

A autora

Alice Clayton é americana e começou a escrever aos trinta e três anos de idade, e desde então, vem lançando diversas séries de livros eróticos, como a sequência de Redhead – A Ruiva Misteriosa (livro 1) e A Ruiva Pop Star (livro 3); E a série Cocktail, composta de cinco livros: Subindo pelas paredes (livro 1), Arranhando as paredes (livro 2), Derrubando as paredes (livro 3),  Mai Tai’d Up (livro 4 – sem tradução ainda) e Last Call  (livro 5 – também sem tradução ainda).

Sua opinião

Você já leu este livro? Conta pra mim se ele está na sua lista de leituras desejadas ou já lidas, e se já leu, o que achou.