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Resenha: Eu, o desaparecido e a morta

O livro

Escrito por Jenny Valentine Eu, o desaparecido e a morta ou Finding Violet Park – pelo título original – é a história de Lucas Swain (16 anos), Peter Swain e Violet Park, narrado pelo primeiro. Considerado como literatura juvenil, publicado inicialmente em 2007 pela Editora Moderna, é um livro com cerca de 184 páginas e traduzido por Áurea Akemi Arata.

Sobre a obra

Eu, o desaparecido e a morta conta uma história a cerca de Lucas Swain, sendo o Eu do título, com as próprias análises e maneiras de narrar os fatos envolvendo o desaparecimento de seu pai, Peter Swain, sendo, portanto o desaparecido do título, e o encontro com uma urna, a qual contem as cinzas de Violet Park, neste caso, a morta. Diante destes três personagens, a trama é cheia de perguntas, muitas sem respostas, envolvendo os personagens, mas principalmente “o desaparecido” e “a morta”. A trama envolve dilemas como porquê seu pai desapareceu, quem é Violet Park, como lidar com o desaparecimento de alguém da família, e como são as coisas para que fica pra trás, na rotina sem aquela pessoa.

Ao longo da narrativa, Lucas conta sobre como encontrou a urna de Violet Park – até então uma desconhecida –, como é seu núcleo familiar e social, e como todos lidam com o desaparecimento repentino de seu pai; além de ir aos poucos, introduzindo frases reflexivas, mas não exaustivas, que podem gerar algum tipo de conexão com o leitor, mas não chega a ser uma ideia didática, mas apenas uma parte do contexto que a história se propõe a revelar.

Minha opinião

É um livro que com disponibilidade e interesse na trama, se lê em um dia tranquilamente, pois não é um livro longo ou cansativo e infelizmente também não possui um final surpreendente. Eu o considerei como algo mais realista – retirando-se claro, as firulas narrativas que servem para dar “um gás” a história.

Sendo um livro narrado por um adolescente inglês cheio de questionamentos que vão talvez além do condizente com sua idade, a um treco que na minha opinião, define o desenrolar tanto do personagem como da narrativa:

“É o que acontece quando se vira adulto, aparentemente. Encarar as coisas que você preferiria evitar, e aceitar o fato de que ninguém é quem você imaginava que fosse, talvez nem chegasse perto.”.

Acho que é um livro tranquilo, sem enrolação, contando o que tem que contar basicamente, e de uma maneira bem acertada ao meu ver. Pode ser que não agrade a todos os gostos, mas para quem lê de tudo um pouco, ou gosta de se aventurar, não será uma decepção literária.

A autora

Jenny Valentine é casada e tem dois filhos. Atualmente mora na Inglaterra, em um lugar chamado Hay ou Wye. Valentine escreveu este livro enquanto ainda morava em Londres, durante as horas vagas entre um atendimento e outro em uma loja de alimentos orgânicos a qual trabalhava.

Sua opinião

Eu não conhecia a autora nem a obra quando encontrei o título à venda numa de minhas espiadas nessas bancas de livros que são tipos feiras móveis… Acabei comprando porque gostei do título e da capa. Então, qual foi o livro que você comprou as escuras só porque gostei da estética?

Resenha: O Corsário Negro – Emílio Salgari

O livro

O Corsário Negro é um livro de Emílio Salgari, publicado pela Nova Cultura na edição Clássicos Juvenis. A edição foi traduzida por Graciela Karman e as ilustrações são de Nico Rosso – sim, o livro contém algumas ilustrações preto e branco em seu escopo. Ao título original de Corsaro Nero, a publicação de 1987, ainda conta com índice no lugar do que atualmente temos como introdução, capa dura e 198 páginas de um romance descrito da maneira mais formal de escrita.

Sobre a obra

Nesta história, acompanhamos o desejo de vingança de um homem chamado Emilio de Roccanera, intitulado como senhor de Valpenta e de Ventimiglia, porém mais conhecido como Corsário Negro, o capitão mais audacioso e valente de todos os flibusteiros. O enredo é todo baseado então nesta busca por vingança deste Corsário sobre o governador da cidade de Maracaibo, conhecido como Wan Gould, após este último ter matado seus irmãos.

Boa parte da história é cheia de conflitos, uma vez que os “homens do mar” e flibusteiros de Tortuga, através da promessa de vingança, entram em constantes batalhas com o exército da Espanha, rendendo assim, perseguições em matas, tiroteios e confrontos entre navios. Todavia não somente de batalhas se vive um livro, e assim sua dose de romance em meio a toda esta guerra não deixar-se-ia faltar. Em apenas um trecho de uma conversa, é possível definir o tipo de romance à época, aplicado neste livro que por si só, já poderá esclarecer o método de escrita empregado (alerta de spoiler):

“ – Não vos atemoriza?

– Essa moça? Não, decerto.

– A mim, sim, uma cigana da minha terra predisse que a primeira mulher que eu amasse me seria fatal.

– Crendices, capitão.

– E se vos disser que a mesma cigana predisse que um dos meus irmãos seria morto por obra de uma traição e os outros dois enforcados?

– E quanto a vós?

– Que morreria no mar, longe da pátria, por causa da mulher amada.”.

(Obs.: não corresponde ao final do livro!)

Minha opinião

A primeira vez que li este livro (2012) achei o desenrolar da história tão bom que resolvi rele-lo – dai por que não reler este ano? – após muito postergar por conta de outros livros. Contudo, a história perdeu bastante do encanto quando reli, talvez porque já conhecia o final, ficando aquela sensação tipo filme de seção da tardem que sabemos que pode até ser bom, mas já perdeu a graça pra uma reprise. Desta vez, pude analisar mais os detalhes da história e apesar da experiência ser diferente da anterior, a leitura em si, e o formato de escrita a qual o livro se compõe ficou mais tranquilo de acompanhar agora do que em 2012.

É um livro bom, antigo – o meu já tem as páginas amareladas – e que peguei na biblioteca da minha escola do ensino médio – a cada ano, eles faziam uma análise dos livros que não estavam mais sendo retirados pelos alunos, e ai disponibilizavam os mesmos para doação, e lá estava este e outros que peguei.

Particularmente eu indico este livro a todos os leitores que desejam uma narrativa diferente, e uma trama cheia de tumultos, já que eu mesma, nunca li outro livro como este. E as ilustrações desta edição, são realmente incríveis.

O autor

Emílio Salgari nasceu em Verona – Itália, em 1862 e morreu em Turim, também Itália, em 1911. Foi e ainda é um dos autores italianos mais traduzidos, e apesar disso não era muito reconhecido pela crítica durante seus 49 anos de vida e publicações. Publicou em vida um número de 90 romances, e após a morte, seus filhos ainda publicara outros 50 títulos escritos pelo autor, incluindo este.

 

Sua opinião

Você já leu alguma outra história parecida com esta ou alguma outra deste escritor?

Resenha: Eu e você no fim do mundo – Siobhan Vivian

O livro

“The last boy and girl in the world” ou apenas “Eu e você no fim do mundo” é um romance americano mais adolescente. São 368 páginas de uma narrativa cheia de paixões, amizades, dúvidas, esperanças, aventuras e problemas, contados por uma adolescente de 17 anos, moradora da cidade de Aberdeen. A editora que nos traz este livro é a Intrínseca, com edição de 2017, e tradução de Glenda D’Oliveira.

Sobre a obra

Antes de iniciar a leitura da história há a seguinte frase: “Inspirado em fatos reais”; e como toda história com um fundo explícito assim, de verdade, não é possível haver um final “100% felizes para sempre”, já que a realidade não é um conto de fadas.

A história então tem sua narrativa a cargo da protagonista Keeley, 17 anos, moradora da cidade de Aberdeen desde sempre – a família de seu pai, vive lá, desde o inicio da cidadezinha. A garota possui como melhor amiga, uma garota chamada Morgan, e uma “segunda melhor amiga” chamada Elise. Como toda adolescente, Keeley tem uma paixão por Jesse Ford, o garoto mais popular da escola, desde o ensino fundamental, mas nunca se falaram.

Toda a história acontece porque a cidade de Aberdeen, está enfrentando fortes chuvas e alagamentos, e a divisão de capítulos se dá por boletins meteorológicos, que variam entre manhã, tarde e noite, conforme os acontecimentos da história. Contudo, com tantas chuvas e alagamentos, os moradores acabam por ser obrigados a sair de suas casas, e alguns, acabam por perder tudo o que possuem, e assim, o fim do Aberdeen pode estar próximo.

A cidade será submersa, e Keeley precisará tomar coragem para falar com sua paixão adolescente, Jesse, antes que todos tenham que ir embora e eles nunca mais se vejam. Mas como chegar no garoto mais incrível do terceiro ano? Quanto tempo resta a Keeley? E a Aberdeen?

Minha opinião

Li este livro em um pouco mais de três dias, pois é uma história que para mim fluiu bem leve. Não houveram fatos mascarados, julgamentos prévios, ou um final claro, pois as informações são dadas ao leitor, conforme a protagonista também as descobre. Um fato que achei bem interessante foi que, o livro começa uma parte do final antes de iniciar a história do começo realmente, e conforme ele vai se desenvolvendo, eu pelo menos, tentei e montei diversos enredos que no fim, não se concretizaram.

Não aplico sistema de notas as minhas leituras, mas se aplicasse, talvez este livro, ganhasse um 3,8 ou 4 de 5, uma vez que ele não é nada ruim, e flui bem, mas ele não tem nada de novo, é mais do gênero no final das contas, apesar de tentar buscar meios de inovar, e talvez muitos leitores abandonem esta leitura em um momento ou dois.

De qualquer modo, eu simpatizei com os personagens ou com a maioria deles, e considerei muitas relações bem verdadeiras. Em certos momentos achei a protagonista meio forçada, em sua personalidade durante a leitura, mas neste momento já acho bem possível. Os acontecimentos que a cercam, em certos pontos, justificam algumas atitudes. Assim, indico esta leitura para quem gosta do gênero, mas não sei se pode servir como um experimento inicial de alguém.

A autora

Siobhan Vivian é a Nova Iorquina e é formada pela Universidade de Artes da Filadélfia – University of the Arts – seu curso foi de roteirista de cinema e TV, e acabou atuando como editora de livros e roteirista do canal da Disney – Disney Channel. Entretanto, atualmente dá aulas de escrita literária com temática jovem na Universidade de Pittsburgh. Siobhan Vivian também é autora de outros romances como “The List” (A Lista), de 2012.

Sua opinião

Romance americano e adolescente faz seu estilo de leituras?

Resenha: Enquanto houver vida viverei – Julio Emílio Braz

Literatura nacional

O livro

Enquanto houver vida viverei somente pelo título já demonstra sua intenção. É uma história do autor Júlio Emílio Braz, caracterizada como literatura infanto-juvenil e publicado pela FDT em 1992 (2 ª edição) contendo um pouco mais de 60 páginas e incluindo um “roteiro de leitura” com algumas perguntas sobre a história.

Sobre a obra

A história é sobre um garoto que aos 18 anos, enquanto fazia uma corrida de moto pela cidade, sofre um acidente e precisa de uma transfusão de sangue no hospital por conta da gravidade do acidente. Dois anos depois, Tinho – nome dado pelo autor ao personagem (e narrador) – descobre que durante a transfusão de sangue, recebeu um sangue contaminado com o vírus HIV.

A partir de então, a história realmente começa, mostrando todo o drama que envolve a doença, assim como o preconceito com os aidéticos e os medos de convivência. É uma história bem didática, que além de falar sobre a AIDS, abrange toda a vida de um aidético e das pessoas que estão em volta.

Minha opinião

Trata-se de um livro bem curto, mas bem eficiente para gerar informação. Trata de subtemas como o preconceito das pessoas com quem contrai a doença, relacionando o porte ao homossexualismo ou drogados, e é claro que estes dois grupos são considerados os chamados “grupo de risco” ou pelo menos eram, mas isso não significa que sejam os únicos meios de transmissão.

Não a como falar muito do livro sem acabar gerando algum tipo de spoiller, o que é um pouco triste, já que o a história é muito boa, e muito informativa, sendo eficiente para o leitor que não conhece muito sobre a doença e também para quem já tem – creio eu que é uma história que pode dar muita identificação e automotivação.

Há uma informação sobre AIDS que consta no livro, dentre as diversas existentes que eu gostaria de citar aqui, que eu considero indispensável, e que está explicada de uma forma bem simples:

“O que é AIDS?

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença provocada por vírus. Vírus é uma minúscula partícula infectante que penetra e se multiplica nas células do organismo. Muitas doenças são causadas por vírus: a gripe, a poliomielite, a rubéola, entre outras. A AIDS, entretanto, é uma doença viral que não tem cura nem vacina para preveni-la, pelo menos por enquanto.

O que causa a AIDS?

O vírus da AIDS tem como característica atacar células essenciais à defesa do organismo, os glóbulos brancos, além do tecido nervoso. O vírus provoca a destruição dos linfócitos, um dos tipos de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do nosso corpo contra as infecções.

O organismo atacado pelo vírus da AIDS pode ficar incapaz de se defender, o que permite o desenvolvimento de infecções pelos chamados germes oportunistas, como fungos, protozoários etc., que existem no organismo, mas que normalmente não causam infecção. As infecções pela AIDS atacam especialmente os pulmões, o intestino, o sangue e a pele. É a multiplicação dessas infecções que coloca em perigo a vida do doente com AIDS.”

Vale também escrever aqui que a AIDS não é transmitida pelo convívio social, ou seja, um beijo (saliva) não transmite a doença, assim como morar com um aidético ou abraçar um. O contato só é possível através do contato direto com o sangue ou em relação sexual sem proteção. Outros modos de contágio é nascer com o vírus (no caso, a mãe deve ser portadora) ou em transfusão de sangue e compartilhamento de objetos como seringas – objetos estes que tenham contato direto com o sangue.

Como um portador de HIV pode permanecer assintomático por anos, ou seja, não desenvolver os sintomas da doença, cabe a todos, se protegerem para evitar uma multiplicação indesejada da doença sem querer.

O autor

Júlio Emílio Braz é mineira, nascido em Manhumirim, Minas Gerais, e começou sua carreira profissional por volta dos vinte anos de idade. Ele é um ilustrador e escritor de inúmeras outras histórias infanto-juvenis com esta mesma pegada mais didática.

Sua opinião

A AIDS infelizmente ainda não tem cura, mas alguns preconceitos em relação a doença tanto por parte de quem a tem, como por parte de quem não a tem, estão sendo quebrados. Eu nunca conheci pessoalmente alguém que tivesse, não que eu saiba pelo menos, mas eu entendo que falar sobre a doença é uma ação necessária considerando os índices de infecção. Então, como você acha que estamos nos desenvolvendo em relação a doença?

Resenha: Quem era ela? – J. P. Delaney

“Faça uma lista de todos os bens que você considera essenciais para a sua vida.”

O livro

Quem era ela ou no título original The Girl Before é uma literatura de J. P. Delaney, considerado como um romance inglês, mas que tem uma pegada de suspense bem emocionante e thriller psicológico. A impressão aqui no Brasil é mais um item do portfólio da Intrínseca para o ano de 2017 e a tradução ficou a cargo de Alexandre Raposo (uma boa tradução ao meu entendimento). Minha edição é a primeira – com 336 páginas – e possui a mesma capa que a do título original.

Sobre a obra

Existe uma casa em Londres, construída por um arquiteto famoso (Edward Monkford), que cobra um aluguel abaixo da média em uma boa localidade da cidade, e que encanta todos que entram nela. A casa realmente é incrível e concilia tecnologia com beleza minimalista, e nem todos conseguem morar nela, mas Emma Matthews e Jane Cavendish se apaixonaram pela casa assim que entraram para conhecer.

Contudo, como nada pode ser perfeito, para morar na casa você precisa ser aprovado pelo dono, e deve seguir obrigatoriamente, certa centena de regras como, por exemplo, não haver nenhum móvel na casa exceto os que já estão no lugar, não manter lixo dentro da casa, não andar de sapatos, não possuir vasos com plantas, não ter cortinas, não ter almofadas, nada de animais, nada de crianças, nada nas bancadas, nada de livros. O descumprimento dessas ou de qualquer outra exigência, dá ao dono, o direito de ordenar despejo. Apesar de todo este “drama” ao redor da casa, a história não é sobre a casa, mas sim sobre a história da casa, entendeu?

Cada capítulo se difere como o antes e o agora, sendo o antes relativo a história de Emma Matthews, sua vida, seus dilemas, sua personalidade e sua morte; e o agora, trata de Jane Cavendish, seus problemas pessoais, sua conexão ou não com Emma, e a  busca por esclarecer a morte da antiga moradora.

Minha opinião

O livro é bem escrito e não deixa furos na história, apesar de engrenar um pouco devagar na história, ele apresenta todos os dados necessários para o entendimento total do ambiente e das pessoas, e ao intercalar os acontecimentos, entre o que aconteceu antes e o que está acontecendo agora na visão de cada uma das personagens (cada narração, pertence à dona de seu tempo) o escritor acrescenta doses de curiosidade e de suspense.

Essa mudança temporal permite conhecer a personalidade, ou real personalidade de cada protagonista ao desenvolver da trama, e eu me surpreendi com o rumo da história – foi completamente o oposto do que eu pensava ser possível quando tirei minhas primeiras conclusões. O que eu considerei um pouquinho ruim com essas mudanças temporais de capítulo em capítulo é que eles não têm conexão, portanto, cada uma conta a história conforme a foi vivendo no seu tempo, e, por exemplo, quando eu estava lendo sobre a Jane, e não era algo que me prendia, ao retornar a leitura sobre a mesma após ter lido sobre o tempo de Emma, eu começava não entendendo a primeira frase, e às vezes tinha que retornar a última leitura que tive de Jane para me situar no que iria continuar a ler.

Fora os personagens, o livro me fez pensar muito em se eu moraria numa casa como a da historia, e se eu me submeteria a tantas regras, e a avaliação do dono da maneira que é feita. As perguntas do questionário de avaliação e as perguntas da avaliação periódica do morador são inseridas no livro, e isso me deu a sensação de inserção, e eu devo confessar que parava para responder mentalmente, como se eu também fosse a avaliada. O fato da casa ser controlada por um tablet ou smartphone, também me fez pensar em como eu costumo utilizar a tecnologia na minha vida.

O autor

Não consegui encontrar obras desse autor ou saber se é homem ou mulher também, pois J. P. Delaney é um pseudônimo. Segundo a Intrínseca, este é o primeiro thriller psicológico de um autor que já tem outros livros de ficção publicados com outros nomes. Então resta esperar que um dia J. P. Delaney se mostre ao publico e continue publicando obras assim.

Sua opinião

Se você já leu este livro, vai saber que tipo de perguntas há no questionário de inscrição e nos questionários avaliativos, e se você não leu, eu recomendo a leitura. Mas eu gostaria de saber, o que você faria para morar em uma casa super desejada, linda, tecnológica, aparentemente muito segura e com um aluguel bem baixinho?

Resenha: Navegue a Lágrima – Leticia Wierzchowski

Literatura Nacional

O livro

Navegue a Lágrima é um livro escrito por Leticia Wierzchowski, caracterizado como um romance brasileiro, publicado em 2015 pela editora Intrínseca. É uma história de mais ou menos 205 páginas, cheia de frases reflexivas, por assim dizer.

O livro é uma narração, ou melhor, uma história contada e escrita, através do olhar de uma única pessoa, que vai mesclando a sua vida, com a vida da família a qual ela conta a história – uma história que é inicialmente datada de 1972. Vamos entender melhor a seguir.

Sobre a obra

Heloisa é uma mulher que trabalha em uma editora de livros em São Paulo, onde aos 22 anos conhece uma escritora pela qual se encanta pelo jeito de ser da mesma. Anos depois e diversos acontecimentos depois, Heloisa acaba por comprar a casa de férias da família daquela tal escritora, que aqui, Heloisa chama de família Berman – Laura Berman (a escritora), Leon Berman (o marido e curador de artes plásticas) e seus dois filhos – Daniel (o mais velho) e Max (o mais novo). Toda a história começa, com a compra da casa.

Nossa narradora resolve escrever sobre a vida dos Berman e sobre sua própria vida, após traumas como uma separação pós onze anos de casamento e a perda de um segundo amor. Heloisa possui um filho, já crescido quando resolve se mudar para esta casa no Uruguai e se aposentar. A casa não é mais da família Berman porque eles, assim como Heloisa, tiveram uma separação no casamento, e o lugar, continha lembranças demais.

Entre aberturas de caixas, drinques, pertences e memórias dos antigos moradores desta casa, a ex-editora se vê perdida em um cenário de histórias marcadas pelo amor e perdas, e divididas pelo tempo. A sinopse, escrita no livro, cita:

“Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.”

Minha opinião

Navegue a Lágrima é um livro muito bem escrito – fiquei com vontade de ler outros livros da autora – e me chamou a atenção inicialmente por não ser escrito em letra preta, mas sim, em um tom de azul, e ter o cabeçalho, bem maior que o normal de outros livros. A separação de capítulos também é bem interessante. De segundo momento (porque sim, a estética do livro me chama atenção primeiro) eu fui ler a sinopse e considerei bem interessante.

Eu considero um livro diferente, talvez porque eu não esteja habituada a ler livros nacionais, mas foge um pouco “do mais do mesmo” e mescla, sem qualquer problema vidas distintas e ordens cronológicas. É uma leitura sutil, daquele tipo de livro que se lê rapidamente mesmo. Em um contexto geral tem um desenvolvimento leve, mas é absurdamente cheio de sinônimos pouco usados – ou seja, “palavras difíceis”, pouco conhecidas – que pode vir a necessitar de um dicionário, se você não for muito próximo deste tipo de escrita.

O que mais me encantou depois de lido, é que a história não deixa de ser próxima de uma realidade. No fim das contas uma realidade que com algumas exceções literárias, é bem possível de acontecer com qualquer pessoa, uma vez que casamentos podem não durar para sempre, ou que a rotina e descontentamentos pessoais podem suprimir a visibilidade do amor entre duas pessoas.

A autora

Leticia Wierzchowski é natural de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, e começou na literatura aos 26 anos. É autora de livros como “Um farol no Pampa” e “Sal” (dentre outros), além de nove livros infantis. A consagração da escritora veio com o romance “A Casa das Sete Mulheres” que acabou por virar série da TV Globo, e em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura, pelo livro “Neptuno”.

Sua opinião

Você já leu este livro? Conta pra mim se ele está na sua lista de leituras desejadas ou já lidas, e se já leu, o que achou.

Resenha: Garoto 21 – Matthew Quick

Do mesmo autor de O Lado Bom da Vida

O livro

Garoto 21 – ou Boy 21 pelo título original – é uma história de Matthew Quick, publicada pela Editora Intrinseca e edição de 2016. É uma ficção americana que gira em torno de um garoto, jogador de basquete, e se divide em três partes: Pré-temporada; Temporada; e Erin. É um livro de tamanho “normal” contendo 272 páginas de uma boa história.

É possível resumir Garoto 21 como uma história sobre amizade, sobre família, sobre apoio. O enredo se passa na visão de Finley, um garoto de 17 anos que mora com o pai e o avô sendo este último, um deficiente físico que depende do pai de Finley e do próprio Finley pra fazer as coisas básicas do dia; O garoto também namora desde criança uma garota chamada Erin, a quem ele é apaixonadíssimo. Os dois jogam em times de basquete da escola, e querem muito sair da cidade onde moram, por causa da violência tão potencializada na área em que vivem, tendo o próprio irmão de Erin, como um dos “bandidos” da área.

Sobre a obra

A vida de Finley e de Erin acaba mudando quando o treinador do time dele pede para que Finley seja amigo de outro garoto de 17 anos – Russ – que se mudou para a cidade após seus pais serem mortos em um assalto na Califórnia. Russ é excelente jogador de basquete e possui algumas semelhanças com Finley – os dois são armadores e os dois usam o número 21 na camisa do time – mas essas semelhanças vão além, e se desenvolvem na história de uma maneira meio previsível, mas mesmo assim, com detalhes inesperados.

Finley, que é um garoto quieto, que tem que aprender a lidar com muitos sentimentos, como a incerteza, a inveja até, e o egoísmo tendo em paralelo outros sentimentos como amor de amizade e a vontade/necessidade de abrir mão de algumas coisas de si, para a felicidade alheia.

A amizade com Russ (considerado como uma promessa para o basquete) surge conforme Finley vai entendendo o que aconteceu consigo e sua família, e vai ajudando Russ a lidar com a morte dos pais – Russ sugere que seus pais estão no espaço e que virão buscá-lo, uma vez que ele é um extraterrestre. Além desse novo garoto e dessa nova amizada, Finley tem que lidar com a vida em uma cidade violenta, e com sua namorada, que tem seus próprios problemas.

Minha opinião

É uma história no estilo clássico de Mathew Quick, e se você já leu O Lado Bom da Vida, pode perceber semelhanças na escrita, mas a história é super bonitinha, envolta não tanto no romance do Finley e Erin, mas sim na vida de Finley mesmo e como ele lida com essa nova amizade em um lugar tão inseguro, como Bellmont.

As divisões do livro (pré-temporada, temporada e Erin), são modos temporais focados, que vem acompanhado de frases, que no primeiro momento que as li, não vimos muito sentido, mas dentro do contexto de cada parte, fazem sentido, como se fossem uma ideia geral do que você irá ler a seguir, e isso realmente me surpreendeu pela criatividade e pela assertividade.

Sobre o autor

Matthew Quick ficou conhecido quando escreveu o livro O Lado Bom da Vida, que originou o filme estrelado por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper em 2012. Outros livros do autor também conhecidos são: “A sorte do agora” de 2014 e “Quase uma Rockstar” de 2015. M. Quick é um professor americano, que largou a profissão para viver da escrita, e assim, nos honra com boas histórias.

Sua opinião

Você já leu este livro? Conta pra mim se ele está na sua lista de leituras desejadas ou já lidas, e se já leu, o que achou.