Navegue a Lágrima – Leticia Wierzchowski

Literatura Nacional

O livro

Navegue a Lágrima é um livro escrito por Leticia Wierzchowski, caracterizado como um romance brasileiro, publicado em 2015 pela editora Intrínseca. É uma história de mais ou menos 205 páginas, cheia de frases reflexivas, por assim dizer.

O livro é uma narração, ou melhor, uma história contada e escrita, através do olhar de uma única pessoa, que vai mesclando a sua vida, com a vida da família a qual ela conta a história – uma história que é inicialmente datada de 1972. Vamos entender melhor a seguir.

Sobre a obra

Heloisa é uma mulher que trabalha em uma editora de livros em São Paulo, onde aos 22 anos conhece uma escritora pela qual se encanta pelo jeito de ser da mesma. Anos depois e diversos acontecimentos depois, Heloisa acaba por comprar a casa de férias da família daquela tal escritora, que aqui, Heloisa chama de família Berman – Laura Berman (a escritora), Leon Berman (o marido e curador de artes plásticas) e seus dois filhos – Daniel (o mais velho) e Max (o mais novo). Toda a história começa, com a compra da casa.

Nossa narradora resolve escrever sobre a vida dos Berman e sobre sua própria vida, após traumas como uma separação pós onze anos de casamento e a perda de um segundo amor. Heloisa possui um filho, já crescido quando resolve se mudar para esta casa no Uruguai e se aposentar. A casa não é mais da família Berman porque eles, assim como Heloisa, tiveram uma separação no casamento, e o lugar, continha lembranças demais.

Entre aberturas de caixas, drinques, pertences e memórias dos antigos moradores desta casa, a ex-editora se vê perdida em um cenário de histórias marcadas pelo amor e perdas, e divididas pelo tempo. A sinopse, escrita no livro, cita:

“Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.”

Minha opinião

Navegue a Lágrima é um livro muito bem escrito – fiquei com vontade de ler outros livros da autora – e me chamou a atenção inicialmente por não ser escrito em letra preta, mas sim, em um tom de azul, e ter o cabeçalho, bem maior que o normal de outros livros. A separação de capítulos também é bem interessante. De segundo momento (porque sim, a estética do livro me chama atenção primeiro) eu fui ler a sinopse e considerei bem interessante.

Eu considero um livro diferente, talvez porque eu não esteja habituada a ler livros nacionais, mas foge um pouco “do mais do mesmo” e mescla, sem qualquer problema vidas distintas e ordens cronológicas. É uma leitura sutil, daquele tipo de livro que se lê rapidamente mesmo. Em um contexto geral tem um desenvolvimento leve, mas é absurdamente cheio de sinônimos pouco usados – ou seja, “palavras difíceis”, pouco conhecidas – que pode vir a necessitar de um dicionário, se você não for muito próximo deste tipo de escrita.

O que mais me encantou depois de lido, é que a história não deixa de ser próxima de uma realidade. No fim das contas uma realidade que com algumas exceções literárias, é bem possível de acontecer com qualquer pessoa, uma vez que casamentos podem não durar para sempre, ou que a rotina e descontentamentos pessoais podem suprimir a visibilidade do amor entre duas pessoas.

A autora

Leticia Wierzchowski é natural de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, e começou na literatura aos 26 anos. É autora de livros como “Um farol no Pampa” e “Sal” (dentre outros), além de nove livros infantis. A consagração da escritora veio com o romance “A Casa das Sete Mulheres” que acabou por virar série da TV Globo, e em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura, pelo livro “Neptuno”.

Sua opinião

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