Quem é você Alasca? – John Green

O livro

Como primeiro romance e ficção americana Looking for Alaska, escrito e publicado em 2005, o autor John Green adentra os corações literários. A edição que possuo é de 2014, e contém um “extras” sobre a história, onde após oito anos de vendas do título, John Green responde a perguntas de fãs reais sobre a história. A publicação ficou a cargo da Intrínseca, com tradução de Edmundo Barreiros e possui 272 páginas.

Sobre a obra

A narrativa do livro fica a cargo da visão adolescente e um tanto filosófico de Miles Halter, ou Bujão, como foi apelidado posteriormente. Miles é um garoto nerd e sem amigos que mora na Flórida, além de aficionado por últimas palavras de pessoas conhecidas, e é através destas palavras que o garoto resolve estudar em um colégio interno, chamado Culver Creek – lugar onde seu pai também estou no ensino médio.

Chegando em Culver Creek, Miles conhece Chip Martin – ou Coronel – seu colega de quarto, além de fazer amizades com os outros veteranos da escola: Alasca Young, Takumi Hikohito e Lara Buterskaya. Cada um deles tem padrões de vida, histórias e origens diferentes que acaba os unindo em suas adversidades.

A história é cheia de acontecimentos entre os amigos e os demais alunos da escola, tendo uma divisão de antes e depois de um determinado fato importante da trama, e possuir a perspectiva de Miles sobre os acontecimentos traz mais apego com a história, pois a leitura e o enredo, se desenvolve conforme o adolescente também se desenvolve e se situa  no contexto.

Minha opinião

É difícil falar de um livro como este sem acabar contando partes da história, mas acredito que como muitos outros leitores, só fui descobrir a capacidade de Quem é você Alasca? Após ler A culpa é das estrelas em 2014. Quatro anos após o primeiro contato, releio este livro por 1) fazer resenha e 2) reler a história mesmo, pois além de bem escrito, com passagem de tempos claras, mas não diretas, a mim, houve certo apego com os personagens e concordância com algumas passagens mais filosóficas que fazem parte da personalidade do narrador.

O autor

É um dos autores atuais mais bem vistos pela critica e pelos leitores, com bons títulos lançados entre eles “A culpa é das estrelas”, “O Teorema de Katherine” e “Cidades de Papel”. Desde seu lançamento no mundo literário, John Green ganhou muitos prêmios por reconhecimento do seu trabalho. John Green é casado e possui dos filhos.

Sua opinião

“Primeira cerveja; Primeiro trote; Primeiro amigo; Primeiro amor;”

Para Bujão a chegada na Creek trouxe tudo isso de uma só vez, e pra você?

Eu, o desaparecido e a morta

O livro

Escrito por Jenny Valentine Eu, o desaparecido e a morta ou Finding Violet Park – pelo título original – é a história de Lucas Swain (16 anos), Peter Swain e Violet Park, narrado pelo primeiro. Considerado como literatura juvenil, publicado inicialmente em 2007 pela Editora Moderna, é um livro com cerca de 184 páginas e traduzido por Áurea Akemi Arata.

Sobre a obra

Eu, o desaparecido e a morta conta uma história a cerca de Lucas Swain, sendo o Eu do título, com as próprias análises e maneiras de narrar os fatos envolvendo o desaparecimento de seu pai, Peter Swain, sendo, portanto o desaparecido do título, e o encontro com uma urna, a qual contem as cinzas de Violet Park, neste caso, a morta. Diante destes três personagens, a trama é cheia de perguntas, muitas sem respostas, envolvendo os personagens, mas principalmente “o desaparecido” e “a morta”. A trama envolve dilemas como porquê seu pai desapareceu, quem é Violet Park, como lidar com o desaparecimento de alguém da família, e como são as coisas para que fica pra trás, na rotina sem aquela pessoa.

Ao longo da narrativa, Lucas conta sobre como encontrou a urna de Violet Park – até então uma desconhecida –, como é seu núcleo familiar e social, e como todos lidam com o desaparecimento repentino de seu pai; além de ir aos poucos, introduzindo frases reflexivas, mas não exaustivas, que podem gerar algum tipo de conexão com o leitor, mas não chega a ser uma ideia didática, mas apenas uma parte do contexto que a história se propõe a revelar.

Minha opinião

É um livro que com disponibilidade e interesse na trama, se lê em um dia tranquilamente, pois não é um livro longo ou cansativo e infelizmente também não possui um final surpreendente. Eu o considerei como algo mais realista – retirando-se claro, as firulas narrativas que servem para dar “um gás” a história.

Sendo um livro narrado por um adolescente inglês cheio de questionamentos que vão talvez além do condizente com sua idade, a um treco que na minha opinião, define o desenrolar tanto do personagem como da narrativa:

“É o que acontece quando se vira adulto, aparentemente. Encarar as coisas que você preferiria evitar, e aceitar o fato de que ninguém é quem você imaginava que fosse, talvez nem chegasse perto.”.

Acho que é um livro tranquilo, sem enrolação, contando o que tem que contar basicamente, e de uma maneira bem acertada ao meu ver. Pode ser que não agrade a todos os gostos, mas para quem lê de tudo um pouco, ou gosta de se aventurar, não será uma decepção literária.

A autora

Jenny Valentine é casada e tem dois filhos. Atualmente mora na Inglaterra, em um lugar chamado Hay ou Wye. Valentine escreveu este livro enquanto ainda morava em Londres, durante as horas vagas entre um atendimento e outro em uma loja de alimentos orgânicos a qual trabalhava.

Sua opinião

Eu não conhecia a autora nem a obra quando encontrei o título à venda numa de minhas espiadas nessas bancas de livros que são tipos feiras móveis… Acabei comprando porque gostei do título e da capa. Então, qual foi o livro que você comprou as escuras só porque gostei da estética?